A Sociedade dos Corvos Mortos

13 de fevereiro

Main Quest

Após derrotarem o basilisco, o grupo, já com o tesouro em mãos, retorna à casa do mago através de um pergaminho de teletransporte escrito pelo velho.

Chegando lá, se deparam com uma rapazola (Cristal) que apresenta ao grupo um pedido um tanto quanto estranho: que o grupo erguesse o seu pretendido exército de mercenários e cedesse a ela o seu comando para que ela possa tomar de volta o que lhe pertence e vingar sua família.

Entretanto, as meias palavras e arrogância elevada (assim como seu sangue e nariz) fez com que o grupo não se interessasse muito para com o pedido da moça, o que a frustrou muito.

Conversar para cá, gritos para lá e não mudou muito, até que Kamyr sentiu tocado pelo sofrimento e ansiedade da mulher e assim começou, aos poucos, a convencer seus companheiros. Dévoris, com sua natureza volátil, demorou um tanto para se acostumar com a ideia de ajudar aquela “princesinha”, como ele mesmo a apelidou, e depois de um ataque de ira e uma abordoada na cabeça, se deu conta que não ia conseguir mudar a cabeça da moça e decidiu ajudar.

Uma grande mudança aconteceu com Cristal também. Após chegar perto da morte, devido aos ataques furiosos de Dévoris e Josh em uma discussão vulcânica, a moça recuperou a consciência com uma visão diferente do grupo. Estranhamente, ela começou a admirar todos e respeitá-los como iguais, ou até mais. Isso nem ela sabe porque, só sabe que agora os enxerga assim. O seu respeito com os outros homens que recém conheceu chegou a ser quase irritante (como quase tudo que fez, nas poucas horas que passaram juntos), mas foi melhor que arrogância real de antes.

Embora Cristal tenha trazido uma perspectiva diferente ao grupo, isso não foi tudo que encontraram de novo quando voltaram da pirâmide das águas. Nesse meio tempo, o mago foi atacado por dois homens que vestiam negro, e entraram em sua casa em forma de corvos. Cristal ajudou o velho Tartarath a enfrentá-los.

Tal ataque mostrou ao mago que a ordem inimiga, que uma vez foi sua família, sabe da sua presença. Depois de sair daquela casa marcada pelos olhos vermelhos dos corvos que lhe espionavam, o mago levou o grupo até um esconderijo fora da cidade de Belias.

Lá mostrou ao grupo o que revelou sua posição. Ao usar de clarividência para espionar a mansão da Sociedade, sua magia falhou e Dita pode perceber que estava sendo vigiada pelo velho mago.

Como próximo passo, decidiu-se que seria interessante descobrir quais são os próximos artefatos desejados pela Sociedade dos Corvos Mortos, ainda que tal tarefa seja um perigo grande a se enfrentar. Em uma taverna, Dévoris tentou pagar alguns grupos de aventureiros ou mercenários solitários para que fossem até Ordus Incognitus e descobrissem que artefatos buscam, porém seu carisma não foi grande o suficiente e sua lábia pior ainda. Só depois de algumas tentativas, e com a ajuda de Kamyr e Cristal que conseguiram pagar quinhentas peças de ouro a um grupo de três homens, para que eles fizessem o pretendido.

Enquanto isso, a paciência de Josh se acabava, até o momento em que já cansado, sai da taverna onde seus amigos estão e parte sozinho até a mansão da ordem. Lá encontra aquele movimento corriqueiro de sempre: homens de todos os tipos, armas de todos os tipos, vestes de todos os tipos. Todos atrás das recompensas oferecidas pela Ordem. Enquanto move-se entre aqueles homens mais altos e fortes, consegue se aproximar da enorme placa de madeira que segura os avisos das aventuras. Mal consegue se concentrar para analisar os avisos, quando lá de cima da sacada escuta uma voz penetrante já conhecida: – Meus bravos homens, peço a todos que se retirem, pois precisamos resolver uma questão em particular em nossa guilda agora. Prometemos não ficar fechados mais do que algumas horas.

Todos começam a se retirar, inclusive Josh, quando a mulher estremeceu a voz: – Você não elfo!!! Josh não teve outra opção a não ser ficar. As portas se cerraram atrás dele. A situação não podia ser pior, trancado e fechado com o avatar da bruxa que amaldiçoou a família mais poderosa do reino de Belias. Antes que pudesse falar alguma coisa, a porta atrás da mulher se abriu e de lá saiu um homem enorme, com vestes duras e negras de carneiro. Sua pele esbranquiçada não disfarçava a força que trazia consigo. Olhos fortes e malvados, cicatrizes do rosto e uma voz que caiu como um trovão: – Lembra de mim? Onde está meu martelo? Era aquele mesmo homem que quase esmagou o grupo lá em Birbunter, o líder da Sociedade, aquele que havia sido morto.

Dita volta a falar: – Traga seus amigos aqui ou o velho vira comida de corvo. Você tem uma hora para retornar.

Sem dizer uma palavra, Josh abandona o salão, passa pelo corredor de entrada e sai pela porta principal, dando de cara com aquele tumulto de aventureiros impacientes, esperando o lugar reabrir. Logo a frente, se depara com seus companheiros e lhes conta o ocorrido. Decidem, voltar ao esconderijo do mago Tartarath para ver se o encontram.

Para a surpresa de todos, lá está ele, afogado em livros e tomos, tentando descobrir o que fazer para por um fim a essa maldição que o deixou como um lobo solitário a merce de um mar de penas negras. Não se passava de um blefe, que embora mal jogado pela bela Dita, ainda podia esconder uma carta na manga, que cedo ou tarde, seria jogado.

Já que o mago estava a salvo, pelo menos por enquanto, um próximo passo deve ser dado, especialmente agora que Josh conseguiu memorizar quatro dos vários artefatos que a Ordem está atrás.

Estudando a informação por um momento, Tartarath sugere que o grupo encontre o tal de Tomo de Boccob, localizado mais próximo dali, nas encostas do grande lago de Belias, em uma passagem subterrânea ainda a ser encontrada. Enquanto isso, ele tentaria descobrir o máximo possível sobre os outros três artefatos.

O grupo parte e entre uma parada e outra, novas discussões começam e terminam, como um velho casal que não se aguenta mais. Kamyr por pouco não deixa todos para trás. Busca ajuda no brilho platinado da sabedoria de seu novo deus, mas até mesmo a inspiração que desceu dos céus não foi a mais objetiva, embora clara o suficiente para guiá-lo.

Encontram, depois de dois dias de viagem, uma caverna molhada e limosa, guardada por kobolds. Kobols? Sim, kobolds. Um desafio nada a altura dos Senhores do Deserto, mas o que fazer? O calabouço ainda não foi terminado. Um grande portão de madeira, com um dragão talhado separa o grupo do que já viram e do que ainda verão…

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carnielmoises

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